Síndrome do Piriforme

O piriforme é um músculo localizado na região posterior do quadril, profundamente ao glúteo. Anatomicamente, ele está em íntimo contato com o nervo ciático e pode causar sua compressão, causando uma ciatalgia, simulando um quadro de hérni de disco lombar.

A síndrome do piriforme faz parte de um grupo de patologias que são denominadas causadoras de “Dor glútea profunda”, que engloba várias etiologias para o mesmo sintoma, que no caso, é a dor na região glútea, que pode ser irradiada pela face posterior da coxa.

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O que causa a síndrome do piriforme?

Entre os fatores associados ao surgimento da síndrome encontramos: hábito de ficar muito tempo sentado, exercícios exagerados para glúteos, variações anatômicas nas quais o nervo ciático passa pelo ventre do músculo piriforme (ver figura ao lado), presença de aderências locais ou bandas fibrosas que restringem o livre movimento do nervo.

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Figura 1- imagem demonstrando as várias formas em que o nervo ciático pode passar pelo músculo piriforme. Nas formas 2,3 e 4 é mais frequente a compressão do nervo.

 

Também pode surgir após um trauma na região glútea. Freqüentemente está presente desequilíbrio muscular na região.

Como é feito o diagnóstico?

É importante uma avaliação clínica completa. A síndrome do piriforme deve ser diferenciada das dores de origem na coluna vertebral, devido a hérnias discais, etc.

Existem manobras específicas durante o exame físico que podem nos levar ao diagnóstico.

Podem ser solicitadas radiografias e ressonância nuclear magnética, além da ENMG (eletroneuromiografia), que pode mostrar alterações funcionais específicas da síndrome. É interessante que a ENMG seja feita com o quadril afetado em flexão, rotação interna e adução, para provocar o mecanismo de irritação neurológica.

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Qual é o tratamento?

Inicialmente o tratamento é medicamentoso, para alívio da crise de dor.

Associa-se fisioterapia para auxiliar no processo de recuperação e mais tarde buscar o reequilíbrio muscular com alongamentos e exercícios de fortalecimento bem orientados. A grande maioria dos pacientes melhora com o tratamento conservador.

O tratamento cirúrgico raramente é necessário. É reservado aos casos refratários ao tratamento conservador.

 

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