Osteonecrose do Quadril

O termo osteonecrose refere-se à necrose da cabeça do fêmur causada por uma interrupção significativa do fluxo sangüíneo, ou seja, um infarto ósseo.

Na figura abaixo um corte de cabeça femoral mostra uma área de osteonecrose. Evidencia-se a área de infarto, com fratura subcondral associada (achatamento abaixo da cartilagem). Este achatamento faz com que a cartilagem perca sustentação e se solte do osso, causando dor e artrose precoce.

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A osteonecrose ocorrer também em outras regiões do corpo, mas as áreas mais comumente afetadas são os quadris e os joelhos.

Como ocorre a osteonecrose?

A osteonecrose pode ser de causa traumática, como após uma fratura do colo do fêmur ou após uma luxação traumática do quadril. No entanto, quase 50% dos casos são decorrentes do uso de corticoesteróides e ao uso do álcool. Causas menos frequente são alterações da coagulação sanguínea (hipercoagulabilidade), tabagismo, dislipidemias, disbarismo etc.

Ainda não se compreende completamente o mecanismo da necrose nestes casos. O ponto comum é que parte do osso “morre”. Ao ser substituído por osso novo pelo organismo, pode haver achatamento da cabeça femoral, levando à perda de sustentação da cartilagem e à artrose.

Quais são os sintomas? Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da necrose da cabeça do fêmur pode ser bastante desafiador. No início a doença pode ser totalmente assintomática.

Em alguns casos a dor é insidiosa e referida apenas no joelho e os exames convencionais de RX não mostram alterações nos quadris. Pode acometer um quadril ou ambos e nos casos bilaterais pode haver evoluções completamente diferentes da doença.
Um exame de ressonância nuclear magnética ajuda a classificar e estadiar a doença. É o padrão-ouro para este diagnóstico.
Veja na figura abaixo:

Como tratar a osteonecrose do quadril?

O tratamento deve ser iniciado precocemente. Embora muito tenha se estudado e discutido acerca desta doença, a evolução – favorável ou não – parece estar mais relacionada ao tamanho e localização inicial da área de necrose do que em relação ao tratamento em si. Mesmo assim, o salvamento da cabeça femoral deve ser tentado.

O tratamento é essencialmente cirúrgico, e quanto mais precoce maior é a chance de preservar a cabeça femoral. Medidas como restrição de carga e medicações para dor são pouco eficientes e não alteram a evolução da doença.

O tempo de evolução da doença, os achados nos exames de imagem como o tamanho e a localização da lesão, ajudam a decidir o melhor tipo de cirurgia a ser realizada.

Nas fases iniciais, qunado ainda não há o colapso articular, pode ser proposta a descompressão ou foragem da cabeça femoral. Esta cirurgia nada mais é do que a confecção de um ou vários túneis na área de necrose, descomprimindo o osso que está em sofrimento. É uma tentativa de facilitar o fluxo sangüíneo ao local e diminuir o edema e a dor na região.
Nos casos que são diagnosticados tardiamente ou que já houve a deformidade da cabeça femoral, a artroplastia total de quadril é o procedimento mais indicado.

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